quarta-feira, 4 de julho de 2012

Entrevista do Jorge ao Blog Universo Sertanejo


No último domingo (1), após o  show “Villa Mix”, em Goiânia, tive uma rápida conversa sobre mercado com o Jorge, da dupla Jorge e Mateus.
Já havíamos conversado a respeito, mas nada de forma aprofundada. Em meio a uma discussão e outra, ele disse que pela primeira vez estava com vontade de falar sobre publicamente sobre algumas situações do meio sertanejo. A conversa aconteceu na noite de ontem (3), na casa dele, em Goiânia.
Além de se mostrar incomodado com os rumos do mercado e da música sertaneja, ser incisivo ao chamar o meio sertanejo de “podre” e assumir que tem “nojo” de tudo o que vem acontecendo, o cantor admitiu que já pensou em parar mais de uma vez por não aguentar determinadas situações.
Aos que não são habituados com o meio sertanejo, Jorge e Mateus têm 7 anos de carreira, e são considerados a principal dupla da nova geração, seja por repertório, faturamento, público e etc.
O cantor, de 29 anos, está incomodado, principalmente, com as rixas dentro do mercado. Rixas entre duplas, escritórios, empresários e outras pessoas importantes.
Como se sabe, apesar do sucesso, tanto ele quanto Mateus mantém uma certa distância proposital da mídia, o que torna a conversa mais interessante.
Abaixo, a conversa dividida em duas partes: mercado e música.
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Mercado
-- Por que você decidiu falar agora?
A gente chegou a uma situacão insuportável, e acho que é um momento em que alguém precisa falar algo. O mercado nosso é podre, podre. Onde já se viu essa competição que acontece hoje entre duplas, entre escritórios? Nossas carreiras não são um jogo, ninguém tá competindo, ninguém vai ser campeão no fim do ano se fizer mais pontos. As pessoas estão equivocadas. Há uma briga de bastidores hoje entre os escritórios que só atrapalha. 
-- Hoje existem grupos isolados, escritórios que criam rixas com os outros, e isso não leva ninguém a nada. Enquanto você se preocupa demais com o que os outros tão fazendo, você tá deixando de se preocupar com seu trabalho. Eu tô com nojo, disso. Nojo.
-- O seu escritório também é bastante criticado…
Sem dúvida, e eu incluo o meu nisso. Os escritórios viraram ilhas e os artistas se fecharam em grupinhos. Tá todo mundo esquecendo que nós não somos nada, somos apenas cantores tentando fazer o que a gente mais gosta. A vaidade tá acabando com qualquer coisa boa que ainda restava nesse meio nosso. Se a nossa preocupação principal não for a música, a carreira tá com os dias contados.
-- Houve alguma passagem específica que te incomodou mais?
É muita coisa, não são acontecimentos isolados. Eu fico puto, por exemplo, com essa cultura do tapinha nas costas. Você recebe a pessoa numa boa no seu camarim, na maior boa vontade, e fica sabendo que ela vive tentando descobrir quanto foi seu último cachê, seu último público, como anda sua carreira… com qual intenção? Onde a pessoa acha que vai chegar com esse comportamento?
-- Não é um comportamento comum a qualquer mercado?
É diferente. Diferente porque aqui não há concorrência. Uma dupla ganhar menos não quer dizer que eu vou ganhar mais. Uma dupla sumir, não quer dizer que outra vai aparecer. Isso não competição. Não muda nada se fulano ganha mais ou menos que eu. Você me entende? Nós temos mais de 6 mil municípios no Brasil. Tem dupla pra cobrir tudo isso? Não tem, essa visão de concorrência dentro do próprio mercado é o fim. Olha o que eu tenho, olha minha casa, minha vida… você acha que eu tenho que me preocupar se tem um cara ganhando um cachê mais alto que eu? Eu tô errado?
-- E quem alimenta, quem cria essas intrigas?
São coisas de bastidores. Há uma competição insana entre empresários. Eu não preciso citar nomes pra que as pessoas saibam, todo mundo no meio sabe o que acontece, mas isso precisa acabar. Isso tá estragando a vida de quem tá ali pra trabalhar, de quem vive de música. Me diz, cara, como é que uma pessoa trabalha a semana inteira, às vezes tem um dia só de folga, e consegue perder tempo pensando numa forma de derrubar uma outra dupla? Qual o benefício em ver um evento dar errado? Em geral, as pessoas precisam baixar um pouco a bola e pensar mais na própria carreira.
Critica-se muito os anos 1990, falam que os “Amigos” fechavam o mercado, que só três duplas cuidavam sozinha do mercdo, mas o que se faz hoje é muito pior. É ridículo.
-- Não é um pouco de romantismo da sua parte achar que um mercado tão grande não vai se comportar como qualquer mercado?
Não, não. Minha visão é realista e atual. Eu vivo isso, eu sei o que eu tô falando. Hoje nós temos 20 grandes contratantes no Brasil, e eles tem aquele menu não muito extenso de artistas que vão fazer as festas mais importantes do país. E tem cara que não sabe aproveitar, agradecer por fazer parte desse grupo seleto, sendo que a gente tem milhões de artistas querendo esses lugares. Cara não aproveita, prefere ficar gastando tempo bolando uma forma de te derrubar.
-- Toda a situação que você descreveu já te fez pensar em parar em algum momento?
Sim, várias vezes. Já pensei em parar, sumir, ir pra roça e ficar lá. Eu não trabalho pra viver isso, eu não sou obrigado a passar por isso, viver essas situações. O que nos mantém é que há sim relações de amizade muito firmes, pessoas que você quer muito bem e você sabe que é recíproco. Mas no geral, fazemos parte de um meio muito podre.
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Música
-- A nova linha do mercado sertanejo, que trata música mais como negócio do que como arte, já tem seus resultados negativos?
Sem dúvida. É visível pra todo mundo. Hoje você compra tudo, as pessoas aprenderam isso. Paga o jabá na rádio, compra a matéria, aparece na TV, então qualquer coisa é capaz de aparecer, por isso muita coisa ruim consegue espaço. Mas aparecer e fazer sucesso são coisas diferentes. Você pode estourar uma música ruim, ganhar uns trocados, comprar um carro bom, mas em menos de um ano você já tá de volta à estaca zero por não haver base. Não adianta querer explicar o que é uma carreira de sucesso pra alguém que tá feito louco atrás de um hit.
Eu tô ficando meio grilado com esse lance de história musical. Eu não posso falar de carreira porque eu tenho 7 anos, mas eu posso falar de base, de conhecimento. Hoje tem artista que não conhece de música, não vive música, não tem noção de nada, acha que ser músico é uma profissão que você escolhe da noite pro dia pra ganhar dinheiro.
-- E isso ilude muita gente, não?
Exatamente, estamos criando uma geração de artistas iludidos. Música é mais dom do que meio de vida, não adianta o cara pensar de repente música pode ser um trabalho como qualquer outro. Eu participo de festival de música desde os 8 anos de idade, e mesmo assim eu não pensava que música seria minha profissão. Essa ideia de artista como negócio, como lançamento de um produto qualquer, sem nenhuma verdade e espontaneidade, só faz criar iludidos que somem na mesma velocidade que aparecem.
-- E o futuro é ruim, como muito se fala dentro do próprio meio?
De forma alguma. Isso que tá acontecendo musicalmente é passageiro. Vai estourar um aqui, outra ali, mas a música sertaneja não cai, não some. O romantismo vai acabar voltando a ter mais destaque, nos shows a gente percebe a reação quando você canta uma música nova romântica. 
-- Se um cantor novo, com investidor poderoso, te pedisse uma dica do que fazer pra começar, o que você diria?
Sinceramente, eu mandava ele esperar. Calma, deixa essa loucura passar, ela vai passar. Com a música sertaneja, com a música romântica, ninguém acaba. Vai devagar, pensa numa carreira, pensa em repertório, em um trabalho concreto, e deixa a poeira baixar um pouco.
As pessoas se esqueceram completamente que quem escolhe o sucesso é o público. Não é o empresário, o cantor, o escritório ou o dinheiro. É o público. Você pode fazer barulho, reclamar, xingar, gastar dinheiro, mas se as pessoas não gostarem, você não é ninguém, a música não é nada. Você pode ter 5 milhões pra investir e gastar esses 5 milhões sem ter nenhum retorno.
Você já viu um show do Amado Batista? Já foi em um show do Leonardo? Aquilo é a resposta: povo. O sucesso quem escolhe é o povo, é a massa, é o lance da identificação, e isso parece ter sido completamente esquecido. É por isso que no meio você ouve falar de um monte de “sucesso”, mas quando chega na vida real, vê que é tudo mentira. Isso aqui é vida real. 

JeM falam sobre a suposta rixa com Victor&Leo



No começo do ano, a vitória da dupla Victor & Leo na premiação dos Melhores do Ano do Faustão causou uma grande briga entre as fãs dos mineiros e dos concorrentes Jorge & Mateus.

Nas redes sociais elas levantaram a questão de que Victor & Leo não mereciam e ganharam por proteção.
Desde então, farpas rolaram de todos os lados.

Neste domingo (1), Jorge e Mateus conversaram com o R7 e aproveitaram para esclarecer a briga entre os sertanejos e as fãs.
Sem conta no Twitter, justamente para ficar de fora de disse que disse, Jorge revelou que por parte dos artistas não há rixa alguma.

— Essa briga está na cabeça das pessoas. Vamos partir do princípio básico de que música não tem campeonato, não tem o melhor. Tem aquele de que você gosta mais.

Mateus complementou brincando sobre uma briga que ele e Victor tiveram... durante um jogo.

— Eu já briguei com Victor em uma mesa de pôquer. Ele blefou na minha cara e eu corri. [risos]

Jorge fez questão de esclarecer que, realmente, sempre surgem boatos de brigas entre os cantores, mas que eles tentam respeitar a todos os artistas para também receberem isso de volta.

— Surge muito isso ai, mas eu e Mateus não temos briga com ninguém. Os grupos vão se fechando isso sim. As vezes a gente fica sabendo que pessoas ficam achando que existe essa rixa, mas a gente não está aqui para brigar com ninguém. A gente está aqui para cantar e respeitar para caramba nosso público e os profissionais que trabalham nos eventos. Pra que brigar, poxa?

Amigo de jogatina, fotos com caretas e tão perfeccionista quanto Victor, Mateus afirma que tanto não há briga entre Jorge & Mateus e Victor & Leo que admira muito os supostos rivais.
— É meio complicada essa briga das fãs, pois acaba chegando na mídia e nos veículos de informação. Mas fica claro aqui que somos fãs pra caramba dos caras e amigos de sentar, jogar um pôquer e tomar uma.

Aproveitando o assunto, os sertanejos fizeram questão de mandar um recado para as fãs mais exaltadas e que ficam trocando farpas pelo Twitter.

— Pelo amor de Deus, gente. Não tem que entrar em briga com ninguém, não. Você tem que gostar do que você gosta e parar de criticar o que os outros gostam. A gente tem que respeitar o gosto de todo mundo. Eu vou ficar muito triste se as fãs que fizeram algum tipo de coisa assim. Isso não tem nada a ver. Eu acho uma grande falta de respeito ficar criando polêmica por causa de uma besteira dessa.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Clipe da música "Prisão Sem Grades"

Foi lançado o vídeo oficial da música Prisão Sem Grades.
Assista ao vídeo aqui e confira a letra da canção:


Ultimamente já não tenho mais mandado em mim,
Foi só você que fez com que eu ficasse assim,
Não há nada que eu possa fazer, a não ser me envolver

Quando o amor invade é sempre natural
Bateu dentro do peito, um clique fora do normal
E agora só resta deixar, acontecer

Refrão:
Você me seduziu me hipnotizou
Eu me apaixonei, a cabeça virou
Eu sigo a minha vida numa prisão sem grades
Eu sigo te amando e todo mundo sabe
Todo mundo sabe 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Clipe da música " A Hora É Agora"

Foi lançado hoje o clipe da música A Hora É Agora. Confira:


"Programa Odair Terra" com Jorge&Mateus


No último dia 24, o programa Odair Terra apresentou com exclusividade a cobertura completa do novo DVD da dupla Jorge e Mateus.
Convidado pela dupla o programa foi o unico a ter acesso a gravação e ao ensaio desse DVD gravado em Jurerê Internacional.
O programa acompanhou tudo que rolou nessa gravação, além de entrevistas com a dupla e convidados.
Confira o programa abaixo:

segunda-feira, 18 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

Jorge&Mateus possuem Pendrive para compartilhar arquivos com os fãs




 A Master Case, empresa especializada em TI, lançou um pendrive no formato de cartão que, acompanhado por um software para Mac e Windows, permite aos artistas compartilharem músicas ou vídeos diretamente com seus fãs. Chamado de Neo Idea, o produto e ainda não tem data para chegar ao varejo.
Inicialmente, artistas interessados já podem adquirir os cartões e revendê-los. A banda Biquini Cavadão, por exemplo - que participou do lançamento do Neo Idea - venderá os dela em lojinhas nos próximos shows. Além deles, o cantor luso-francês Lucenzo - do hit Danza Kuduro - e a dupla sertaneja Jorge & Mateus já possuem a tecnologia do Neo Idea em mãos. Estima-se que cada cartão custará em torno de 60 reais quando chegar às lojas.  
Neo Idea é um pendrive em formato de cartão que permite compartilhamento de sons e vídeos
Ao conectá-lo em um computador, o novo usuário realiza um cadastro com alguns dados básicos. Com internet, é possível acessar todo o conteúdo que o artista liberar na rede, que pode incluir também agendas de shows e informações sobre álbuns ou músicas (como nos encartes de CDs).  O que é baixado fica armazenado no pendrive - podendo ser reproduzido em qualquer dispositivo que tenha entrada USB - e pode ser atualizado regularmente.
Segundo a empresa, o artista tem total controle sobre o que divulga - inclusive se vai cobrar pelas músicas (e quanto) ou se vai liberá-las gratuitamente. Os vídeos têm qualidade HD e o conteúdo sonoro em MP3 320 kbps.
Além disso, o protocolo do Neo Idea permite que o usuário baixe músicas mais rapidamente, como se estivesse transferindo arquivos do computador para o pen drive. "Nosso servidor será direcionado para isso somente. Quando você baixa algum CD pela internet, geralmente ele está em servidores como Rapidshare, YouSend, entre outros. Nestes, você baixa em uma velocidade média de 30 kbps com uma conexão de 10 Mbps. No servidor do Neo, você conseguirá baixar a 150 kbps, cerca de 5 vezes mais rápido", afirma a empresa. "Quanto mais Neos vendidos, maiores serão os servidores, evitando sobrecarga do sistema".
O cartão também poderá servir como ingresso para shows. "A tecnologia implantada no Neo é a mesma que a do Sem Parar - a RFID (transmissão de dados sem fio). Se o usuário adquirir o ingresso do show - pelo próprio aplicativo  -, ele nem precisará passar pela catraca. Basta ir com o cartão - até dentro do bolso - e o sistema identificará o ID e o usuário será liberado na entrada", afirmou a empresa.